EVITA integra projeto DISARM – novo projeto europeu que procura melhorar a avaliação do risco e a deteção precoce do cancro do ovário

EVITA integra projeto DISARM, novo projeto europeu que procura melhorar a avaliação do risco e a deteção precoce do cancro do ovário.

Muitas vezes referido como o “assassino silencioso”, o cancro do ovário é o mais letal dos cancros femininos. Questões relacionadas com o diagnóstico tardio e as baixas taxas de sobrevivência continuam a persistir, levando a níveis crescentes de incidência e mortalidade. Dados da World Ovarian Cancer Coalition sublinham que o cancro do ovário deve ser reconhecido como um problema de saúde global, que deve ser priorizado a nível local, nacional e internacional e em todos os contextos socioeconómicos.

Em resposta a este desafio de saúde urgente, a União Europeia, em coordenação com a Agência Executiva Europeia para a Saúde e o Digital (HADEA), lançou o projeto DISARM, uma Ação de Inovação do Horizonte Europa que reúne 28 parceiros de 12 países, incluindo 10 Estados-Membros da UE, o Reino Unido e o Canadá.

Lançado oficialmente a 1 de setembro de 2025, o objetivo do projeto DISARM é ajudar a colmatar lacunas significativas que existem atualmente na gestão do cancro hereditário do ovário, promovendo tanto a avaliação avançada do risco como estratégias de deteção precoce como elementos centrais deste esforço.

Tecnologias já amadurecidas e prontas para implementação em larga escala serão combinadas com inovações emergentes, fornecendo evidência e orientações para que os sistemas de saúde incorporem abordagens mais eficazes na prática clínica do cancro do ovário.

Financiado no âmbito da Missão Cancro da UE e coordenado pelo Institute of Communication and Computer Systems (ICCS), da Grécia, o projeto DISARM terá a duração de 4 anos e um orçamento total de 13,2 milhões de euros. A sua base assenta em quatro pilares fundamentais:

Pilar A: Avaliação do risco de cancro do ovário nos cuidados de saúde de rotina, investigando a avaliação multifatorial do risco versus as práticas padrão em quatro Estados-Membros da UE (Lituânia, Portugal, República Checa, Grécia).

Pilar B: Deteção precoce do cancro do ovário através de um conjunto de tecnologias altamente precisas, fáceis de utilizar e acessíveis, a serem ampliadas e validadas em cinco países (Reino Unido, Lituânia, Portugal, República Checa, Grécia).

Pilar C: Ativos digitais inteligentes para apoiar e melhorar de forma otimizada a avaliação do risco (Pilar A) e a deteção precoce (Pilar B);

Pilar D: Atividades para garantir a adoção e integração das soluções do projeto na prática clínica de rotina.

Com a sua ampla cobertura geográfica e colaboração internacional, o DISARM procura implementar avanços transformadores na gestão do cancro do ovário em toda a Europa e além-fronteiras.

Este projeto recebeu financiamento do programa de investigação e inovação Horizonte Europa da União Europeia ao abrigo do Acordo de Subvenção n.º 101214318.